Metodologia Editorial e Avaliação de Evidências
Protocolo rigoroso de cruzamento documental multi-fonte, segregação de viés e verificação independente utilizado na elaboração das publicações do Radar de Desinformação.
1. Separação entre Popularidade, Risco e Veracidade
Um dos principais erros em sistemas automatizados é tratar o volume de publicações como indício de autenticidade. No Radar de Desinformação, a redação adota critérios analíticos independentes para cada dimensão da informação:
Atenção Pública
Mede a velocidade e a intensidade de circulação nas plataformas digitais e em buscadores como Google Trends. Não confere nenhuma presunção de veracidade.
Risco Social
Avalia danos potenciais à saúde coletiva, segurança jurídica, estabilidade democrática ou ordem econômica para priorizar a apuração jornalística.
Rigor Documental
Sustentado exclusivamente pelo cruzamento de veículos de imprensa profissional, órgãos oficiais do Estado e agências de checagem signatárias da IFCN.
2. Taxonomia de Vereditos Editoriais
| Selo Editorial | Critério Documental |
|---|---|
| Checagem / Falso | Alegação contrariada de maneira incontestável por documentos primários, registros de órgãos oficiais ou laudos técnicos de agências de checagem independentes. |
| Fato / Confirmado | Fato, comunicado de autoridade ou decisão judicial confirmada por múltiplos veículos de comunicação e registros públicos oficiais, sem divergências documentais. |
| Em Apuração | Acontecimento em andamento ou alegação na qual as fontes oficiais e independentes ainda não reuniram lastro probatório suficiente para confirmação ou desmentido cabal. |
3. Política de Citações e Legislação Autoral
O Radar de Desinformação opera estritamente em conformidade com o Art. 46, inciso VIII, da Lei Federal nº 9.610/1998 (Lei de Direitos Autorais), que estabelece expressamente a legalidade da reprodução de passagens, extratos informativos e resumos de notícias com o intuito de debate, análise, verificação documental e citação da fonte original.